sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ele pensa sozinho...

Esta resenha diferenciada prova o que muitos críticos já diziam: o livro de Dawkins não vai muito além de auto ajuda.
Eu Penso Sozinho: Deus, Um Delírio - Richard Dawkins: (Esta não é uma resenha comum, é sobre a sensação, sensação que este livro causou e o que seu escritor representa para mim) Pela primeira ve...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Paulo Roberto Lopes: o jornalista dos pobres (de intelecto) e oprimidos (por fantasmas)

O jornalista de blog, Paulo Roberto Lopes, prima por notícias ao melhor estilo “mundo estranho”, com uma peculiaridade: as notícias são, em quase totalidade, sobre religiosos e religiões com estranhos hábitos, de fiéis que cometeram algum tipo de delito ou de personalidades dizendo algo contrário às religiões.
O blog seria, segundo alguns, uma ferramenta para divulgar as notícias desprezadas pela grande mídia (mas também todas as contempladas pela grande mídia, apenas depende do Ibope – alguém duvida que religiosos pedófilos dá ibope?)

Há algum tempo possuo o blog do Paulo em meu feed do Blogger, e quando eu freqüentava mais tal blog lembro que eu considerava ruim, entre outros fatores, o fato de o Paulo por vezes não colocar o link para a fonte da notícia em questão. Por exemplo, se a notícia era retirada do R7, G1, EFE, etc, o Paulo indicava apenas a página inicial do site – se você quisesse a notícia em questão teria que procurar no site.
Outras vezes ele sequer cita qualquer fonte, apenas expõe um texto.
Mas desconfio o motivo dele esconder o link da notícia em voga: o que o Paulo Roberto Lopes fazia (e ainda faz) é, na melhor das hipóteses, paráfrase da notícia dada pelas grandes agências.
Um exemplo de notícia sem fonte está neste post (reparem que nos comentários ele posta a fonte da notícia [jornal El País] – notem também que todas as informações contidas no post do magnífico jornalista de blog foram retiradas da notícia original).

Notemos também que o Paulo faz dinheiro com seu blog (1, 2, 3, 4, 5), e faz de maneira muito esperta: 1- sabe que existem delinqüentes e doentes que adoram determinado tipo de notícia – ibope para ele não vai faltar (mesmo tais doentes sendo minoria). 2- para completar, majoritariamente o Paulo sequer se dá ao luxo de fazer a notícia ou produzir algo – na melhor das hipóteses temos sempre paráfrases de notícias de jornalistas que são supostamente mais profissionais que o Paulo ou comentários de seus leitores promovidos a posts.
Portanto, o trabalho que o Paulo tem para ganhar dinheiro é de zero a mínimo.
Paulo Roberto Lopes é um exemplar perfeito daquilo que o jornalismo brasileiro tem de melhor.

Fico pensando se o jornalista Paulo Roberto Lopes tem algum contrato ou autorização para fazer proveito daquilo que é publicado em outras agências de notícias; e se está incluso no contrato ou autorização ganhar dinheiro usando o trabalho alheio.
Digo isso pelo fato de que agências como a EFE são extremamente chatas em relação a seu conteúdo, proíbem expressamente qualquer tipo de “redistribuição e redifusão da totalidade ou parte dos conteúdos dos serviços da EFE, sem consentimento prévio e expresso da Agencia EFE S.A”. Cito a EFE apenas pelo fato de ser muito fácil de encontrar tal aviso (rodapé da página), todas as agências tendem a proteger seu conteúdo. (o Paulopes também já utilizou conteúdo da EFE)
Não sei também se o valioso método da paráfrase tão usado pelo Paulo exime o mesmo espertalhão das leis de copyright ou mesmo da ética da profissão que diz exercer. (mas talvez o Paulo tenha licença, não é?)

Mas as suspeitas sobre tal criatura não param por aí. Justamente no post que o “jornalista” fez sobre um veto (ou censura – não vou discutir termos aqui) da ICAR, o Paulo censurou o comentário de um leitor e, em seguida, fechou o post para comentários de qualquer pessoa.
Como eu havia comentado naquele post, eu assinei o feed de comentários, e recebi em meu email a resposta que foi censurada pelo Paulo, escrita por Euclides.




Abaixo, temos a imagem sem o comentário do Euclides, e logo abaixo do comentário do Paulo temos também a mensagem de que os comentários estão proibidos (não é permitido fazer novos comentários):



Mas pouca censura não é o bastante. A estupidez da resposta do Paulo merecia uma resposta minha, mas como o Paulo havia proibido comentários naquele post, resolvi postar minha resposta no post mais recente naquele momento.
O meu comentário foi novamente censurado.
Revoltado, comentei novamente, e desta vez o Paulo não censurou.
Abaixo, o prin:


Ora, nem o comentário do Euclides, nem o comentário que eu fiz e que foi deletado violaram a única regra para comentários naquele site: proibidos comentários exclusivamente em caixa alta.

Para quem está acostumado a discussões na internet, sofrer censura de ateu não é novidade alguma.

O Paulo chegou a dizer que não costuma responder anônimos. Mas tal é o gosto que Paulo nutre pelos comentaristas anônimos que não são poucas as vezes que ele promove comentários de anônimos a posts, como já disse anteriormente.
Embora todos os resultados não sejam corretos, esta busca no Google ajuda a dar a dimensão do gosto que o Paulo possui pelos anônimos.
Além de corroborar o fato do Paulo pouco colocar seu intelecto para trabalhar pelo dinheiro que recebe do AdSense, corrobora também o fato de que o Paulo muito possivelmente lê todos os comentários.
Isso o faz conivente com o achincalhe, troca de insultos preconceito e discriminação que costumeiramente acontece nos comentários de seu blog, notadamente entre os anônimos, pertencentes a qualquer cosmovisão.

Para deixar a situação mais cômica, apareceu um lambe-saco em defesa do Paulo tanto no blog dele quanto no blog do Luciano.
Do Cotrim (que parece ser onisciente em relação ao Paulo), gostaria de destacar apenas este incrível OWNED:



Levando em consideração aquilo que foi aqui apresentado, há bons motivos para considerar que o Paulo Roberto Lopes tem comportamento desonesto, pouca capacidade crítica e resquícios de incompetência até para cumprir a torpeza que ele se propôs a fazer; mas nem por isso deixa de ser um cara muito esperto.
(aqui a pasta com prints)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Do lado de lá

Por vezes a loucura é tamanha que sequer os irmãos suportam.

O que é isso companheiro?

Farsa, farsantes e megalomaníacos.


Uma das razões para eu publicar pouco, é que dá nojo em ler o tanto de bosta que andam jogando na internet.
Há gente que não cresce intelectualmente, não estuda o que deveria, está tão preocupada em servir seu gostinho pessoal e propagar como verdade que não consegue perceber a loucura que faz.

Atualização 16/01/2012
(e ao fofoqueiros que adoram ver "lavação de roupa suja", vejam os comentários daqui)
Será que perceberão o óbvio, que o ser humano é ruim? E o link serve de prova.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dinheiro

E então acordaram do sono dogmático e perceberam que era necessário pedir dinheiro aos sectários e simpatizantes para difundir "a boa nova" e suas crenças pessoais a todos os povos.



Qualquer semelhança é mera coincidência.
(outra aqui em 12-11-2010)

Com créditos para a eterna fonte de pérolas®

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ele pensa sozinho...

... mas a frasezinha patife a seguir é tão parva e repetida por divinos seres que é bem provável que “pensar sozinho” seja apenas um delicioso auto-engano. (ao menos em momentos como o abaixo)



Atentos também a segunda frase "Ateus surgem sempre que minorias lutam[...]", que é extremamente duvidosa ou ao menos complexa demais para ser dita de forma tão simples e genérica.

Vi aqui
(atualização: aos curiosos, balela semelhante foi dita pela vovó do ateísmo brazuca.)
Atualização 22/12/2011: em relação ao comentário do Antônio, assim respondi e fica melhor esclarecida a pérola:

Que o ateu não depende de uma próxima vida para fazer o bem deveria ser (ou é) óbvio.
Cegueira é achar que o religioso precisa de uma próxima vida para fazer o bem nesta vida.

A verdade é que o fator “recompensa ou castigo” é usado quando outros meios persuasivos não foram eficazes, e isso no ensino normativo advindo de qualquer cosmovisão.

sábado, 3 de dezembro de 2011

domingo, 30 de outubro de 2011

A universidade...

Desde que foi expulso do mídia sem máscara por motivos ainda não investigadas por mim, imagino que Janer Cristaldo perdeu sua grande fonte de público.

Há coisas que o Janer escreve que são de fato preciosas, no bom sentido. Críticas agudas e muito bem observadas.

No entanto, há algum tempo tenho notado que o Janer carece de certa capacidade de coerência naquilo que escreve. Ou são críticas-projeções (a crítica que o autor faz aos outros ‘cai como uma luva’ a ele mesmo) ou é um pensamento meio impulsivo, que se chamado para debate ou uma observação mais apurada não consegue ser sustentado coerentemente ou mesmo de forma argumentativamente válida. (prints sobre essas esquisitices posso publicar posteriormente)

Na realidade, muito do que foi escrito no artigo hoje carimbado não passa de estupidez, um desabafo troglodita digno da divindade que muitos ateus atingem hodiernamente.
Mas a grande pérola, a cereja do bolo, o ápice que a cegueira militante estúpida e autoritária poderia atingir foi assim expresso:



Vi aqui

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Enquanto isso, no bar do ateu...



"Mesmo havendo o rigor da Licenciatura em Sociologia, Filosofia ou História, quem nos garante o caráter laico da disciplina e do professor? Quem nos assegura que não será uma educação confessional? Quem sustenta o não proselitismo e o não constrangimento?"

Logo, não há informações suficientes para sustentar que seja um "absurdo" e sobretudo para sustentar que foi "um passo largo para um estado teocrático"

Sem mais.
Vi aqui.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

É só desabafo...

Então alguem brincou no fórum dizendo que havia uma pesquisa que mostrava que religiosos são mais inteligentes que ateus, e eis que alguns delinquentes resolveram 'desabafar':







Eu não tenho evidências de que essa gentalha seja atéia - fica o aviso.

E ainda insisto para que os religiosos passem a levar esse tipo de delinquente à justiça.
Vi aqui.

(sim, ainda estou devendo o post sobre o texto tosco publicado por Pedro Almeida. E estou devendo mais um tanto de outras análises.)

domingo, 14 de agosto de 2011

Pedro Almeida, o gênio... ou: como um ateu qualifica certos pensamentos de outros ateus

***Atenção: o texto contém palavras de baixo calão.***

Pedro Almeida é “mestrando em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)”, é “diretor geral da Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS)” e (óbvio) um dos responsáveis pela publicação de pérolas em minha eterna fonte de pérolas®.

Na genialidade de todo ateu de internet, o Pedrinho descobriu que eu comento no site do utensílio doméstico voador. (eterna fonte de pérolas®)
Assim comentei:


Na mesma genialidade típica de ateu de internet, o Pedro assim comentou acerca da minha manifestação:



Em parte o Pedro Almeida está certo, e posso listar alguns motivos:
1 – Este blog é dedicado a publicar pérolas(bostas) atéias
2 – os ateus que aqui comentam (e, portanto, acrescentam palavras no blog) falam majoritariamente pérolas(bostas) para defender as pérolas(bostas).
3 – as pérolas(bostas) são pérolas(bostas) aqui, na China, na Dinamarca e em qualquer buraco que tenha surgido um ateu autor de pérolas. As pérolas (ou bostas, já que assim prefere o Pedro Almeida da LiHS) independem de qualquer cosmovisão.

Aos desavisados vale salientar que este blog não é necessariamente uma bosta: este blog é uma fossa séptica de bosta atéia. (portanto, Pedrinho acerta quando diz “blog de bosta”, se no sentido de ‘blog com bosta’)
Uma das grandes diferenças entre este blog e tantos outros domínios ateus na internet, é que aqui a bosta atéia recebe o tratamento que toda bosta merece receber.
No bule voador, a bosta é tratada como alimento. Aqui ela é tratada como excremento, bosta, estrume, merda, cocô, dejeto, esterco, fezes que é.
E que conste que ainda assim eu prefiro a palavra “pérola”. (mesmo já tendo usado outras palavras)

Agora vamos ao erro do Pedro Almeida, ateu mestrando em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora.
Diz ele: “algum texto aqui publicado seja tosco. Chama-se projeção”
Textos toscos do bule voador que já figuraram neste blog.
O que é filosofia

Kaká é chato

O Papa é chato e eu sou demais

Quero o aborto, e pronto!

Problemas filosóficos

Sobre sua vida íntima

Foque a pessoa (em um domínio-extensão do bule)

Parabéns, meu deus

Como eu era ruim antes do ateísmo!

O Papa é chato e eu sou demais (outra versão)

Falo sobre o que sei, invento sobre o que acho que sei e minto sobre o que não sei

Dos quarenta posts publicados na categoria tragicômico (este é o quadragésimo primeiro), ONZE foram publicados inicialmente na eterna fonte de pérolas®.
Eu não tenho muito tempo para visitar o divino site deles, menos ainda para gastar lendo a coisa racionalmente/argumentativamente parca que é majoritariamente publicada por lá. Que o bule voador tem coisa aproveitável, claro que sim.
Mas tem texto tosco, ou como prefere o Pedro, tem bosta atéia.
Portanto, está PROVADO CABALMENTE que o bule voador publica texto tosco. (ou bosta, como prefere o Pedro Almeida, diretor geral da Lihs)
E se alguém duvida, basta visitar um dos 11 links acima e provar que o texto em destaque não é tosco. *** atualização dia 30/08/2011: é um exagero dizer que "está provado cabalmente" que há texto tosco no bule se apenas levando em consideração os links. Errei. O correto seria dizer que há frases estupendamente toscas para os links em questão, mas não necessariamente o texto tosco (que dá sentido para o entendimento de "texto todo tosco", "do início ao fim tosco"). De qualquer forma, há texto tosco no bule voador (inclusive textos que estão linkados acima - mas os posts não falam sobre o texto todo), e um dos que comentarei em breve é de autoria de Eli Vieira

A sapiência de Pedro Almeida não deve ter permitido que ele notasse que, chamando meu blog de bosta, estaria chamando de bosta coisas que foram publicadas no bule e compartilhadas aqui.
Eu concordo, é bosta atéia, mas eu prefiro chamar de pérola.
Se aquilo que o Pedro fez não foi projeção, foi um baita tiro no próprio pé, uma vez que se eu projetei alguma coisa do meu blog, foi conteúdo sapiencial de ateu divino, inclusive do próprio bule voador. (e agora também coisa do Pedro)

Tadinho do Pedro...

Mas, como sou bondoso com pessoas de determinado nível ou disposição de pensamento, o próximo post será para explicar ao Pedro (e a quem mais necessitar) que o texto em questão é tosco.
Não necessariamente bosta (como prefere Pedro Almeida), mas tosco.

domingo, 24 de julho de 2011

Texto introdutório

Tenho um amigo que tem o costume de vagar pelas bibliotecas em busca de qualquer coisa que chame sua atenção. Como ele conhece meu blog, ao ler um capítulo de um livro acabou lembrando-se do meu trabalho.

O texto será aqui reproduzido e deve ser tomado como uma singela homenagem (também humorística) aos ateus autores de pérolas.
Em verde pequenos acréscimos e em azul as pequenas mudanças feitas por mim.

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A propósito da imbecilidade
Ao dizer à repórter de Le Fígaro Magazine “Il y avait déjà dês imbéciles du temps de l’homme de Neandertal”, Umberto Eco fez uma boutade, uma tirada de fácil entendimento, quando se sabe que o Homo sapiens neanderthalensis habitou a Terra ainda outro dia, entre 230 mil e 30 mil anos antes do presente, e foi contemporâneo daquele que teve o descoco de se intitular Homo sapiens sapiens.

Já se encontraram fósseis do homem de Neandertal na Espanha, Alemanha, frança e Israel. A primeira ossada foi descoberta no Vale do Neander, em 1856. Sabe-se, hoje, a partir de uma flauta esculpida em osso de urso, que o neandertalense gostava de música e conhecia a escala musical básica. Foi o primeiro hominídeo a enterrar os seus mortos, podia chegar a 1,70 m, era de compleição robusta e tinha a testa proeminente, nada muito diferente de alguns H sapiens sapiens testudos que se vêem por aí. Acredita-se que o homem de Neandertal tivesse rudimentos de linguagem e ainda está em discussão se chegou a misturar-se como o homem moderno, cerca de 40 mil anos atrás.

A imbecilidade, qualidade ou estado de imbecil, que não deve ser confundida com retardamento grave, situado entre a idiotia e a debilidade mental, de que fala a psiquiatria clássica, é contudo muito anterior ao Homo sapiens neanderthalensis. Remonta a uma criatura de aparência simiesca que, há 30 milhões de anos, segundo Roger Fouts, começou a aventurar-se para fora das árvores, dando origem aos grandes primatas atuais – chimpanzés, gorilas, orangotangos e nós outros.

Imbecilidade é burrice, estultice, camelice, cretinice, asnice, tolice, processo de estultificação, parvoíce, burriquice – sinonímia extensa, como enorme, gigantesco, fenomenal é o número de estultos. Já na Roma dos césares, ou mesmo antes dela, era sabido que “Stultorum infinitum est numerus” – o número de tolos é infinito.

Este capítulo deveria chamar-se “filogênese da imbecilidade”, não fosse o risco de o substantivo filogênese, “história evolucionaria das espécies”, também merecer a tacha de imbecil. O período de 30 ou 40 milhões de anos passados nas árvores, pelos ancestrais da criatura de aparência simiesca que se aventurou no chão há 30 milhões de anos, pode ter sido muito útil para desenvolver dedos preênseis, visão binocular, crânio que se arredondou e cérebro que aumentou, que permitam ao avozinho do nosso avozinho caçar insetos arbóreos, rãs, lagartos e cobras com perfeita noção de profundidade, proporcionada pela visão binocular, sem correr o risco de se esborrachar num tombo de muitos metros de altura.

A história evolucionária da espécie é a história da sobrevivência dos mais aptos, o que absolutamente não quer dizer que seja a história dos menos imbecis. Até pelo contrário, a mesma imbecilidade que se vê hoje em dia, em todas as esferas, em todos os países de todos os continentes, onde o mínimo que acontece é a milícia talesbã dar com os costado na idade média, sérvios e croatas, judeus e árabes, tutsis e hutus matando-se feito bichos, quando os próprios bichos não têm requintes de crueldade – é tudo conseqüência da imbecilidade generalizada: “la sottise est um Don largement réppandu”(a tolice é um dom largamente difundido), disse Eco na mesma entrevista.

Que dizer dos programas de maior sucesso, aos domingos, em todas as redes de TV aberta? Que dizer das vendas dos livros esotéricos e de auto-ajuda? Que tal a chamada “representação popular”, povo elegendo povo para as câmaras e assembléias? E o fenômeno religioso “lato sensu”? E as barbaridades cometidas em nome das diversas religiões? E os genocídios cometidos pelos materialistas em prol de um mundo melhor? E o farsante “discurso racional” dos ateus?

Roger Fouts pretende que os macacos do velho mundo se tenham apartado do tronco original há 25 milhões de anos, deixando a família dos hominídeos – chimpanzés, humanos, gorilas e orangotangos. Há 15 milhões de anos foi a vez dos orangotangos; depois, apartaram-se os gorilas há 9 milhões de anos, deixando que chimpanzés e humanos caminhassem juntos até 6 milhões de anos atrás, o que explica a identidade de 98,4% de DNA entre os emergentes da Barra e os chimpanzés do zoo do Rio. Já os gorilas se diferenciam, tanto dos humanos como dos chimpanzés, em 2,3% de seu DNA, enquanto o orangotango tem 3,6% de seu DNA diferentes dos humanos e dos chimpanzés: “apesar de todas as aparências exteriores, o parente mais próximo do chimpanzé não é o gorila nem o orangotango, mas o ser humano” conclui o psicólogo que ensinou a chimpanzé Washoe a suar a ASL, linguagem norte-americana de sinais.

Em 1960, quando a etologista britânica Jane Goodall informou a Louis Leakey que os chimpanzés, em estado selvagem, estavam fazendo a usando ferramentas, o antropólogo e arqueólogo coçou a cabeça e caprichou na frase que ficou famosa: “agora teremos que redefinir ferramenta, redefinir homem ou aceitar o chimpanzé como Homem”.

Vivendo em bandos dominados pelo macho-alfa, o mais forte e mais feroz, nossa evolução privilegiou a imbecilidade. Seria a mesma coisa que selecionar, hoje, para doadores das centrais de inseminação artificial humana, os campeões de boxe, ou de uma luta chamada full contact. Machos mais fortes tendem a produzir filhos mais fortes, nunca menos imbecis.

É verdade que Gene Tunney (1898-1978), quando encerrou sua carreira, em 1928, como campeão mundial de boxe, já fazia palestras sobre Shakespeare no circuito universitário americano. Foi só a exceção para confirmar a regra da imbecilidade do macho-alfa.

Assim também como a seleção feita com base no mais bonito e, nem por isso, menos imbecil. As novelas da televisão estão cheias de machos bem-apessoados, com equipamento mental no limiar da oligergasia, que não consta no Aurélio mas é sinônimo de hipofrenia, oligofrenia, debilidade mental. Mesmo enveredando pela nomenclatura psiquiátrica, deu para o leitor entender.
Tartarugas, enguias, atuns, baratas, morcegos e caramujos são casos de adaptação vitoriosa, sem deixar de ser imbecil. O inseto conhecido em inglês como cockroach, do obsoleto cacarootch, derivado do espanhol cucaracha, tem 350 milhões de anos e continua sendo uma barata. Os morcegos têm 60 milhões de anos sem deixar de ser morcegos. E o atum nada a uma velocidade regular de 15 km/h, por um período de tempo indefinido, sem nunca deixar de se mover. Estima-se que um atum de 15 anos tenha viajado 1,6 milhões de quilômetros, o que não exclui o risco de ser transformado em salada, ou pasta de atum.

Este blog é uma recolhença, não de produtos agrícolas, mas uma colheita das tolices publicadas por ateus no dia a dia em seus sites, blogs e demais meios de comunicação.

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REIS, Eduardo Almeida. Burrice emocional. Rio de Janeiro, Espaço e Tempo, 1998. (cap. 1 - adaptado)

domingo, 26 de junho de 2011

Mas é cada um...



Se os familiares religiosos do Saulo são mal educados e por isso o Saulo expressa assim("e respeito é uma virtude que gente religiosa não conhece"), o problema é deles. (afinal, no mesmo parágrafo ele reclama da ação dos familiares religiosos que ele possui e depois solta uma puta generalização-pérola dizendo que os religiosos não sabem o que é educação).
Mas se for o caso de a bancada evangélica no congresso não saber o que é respeito, então o problema é nosso, mas ainda assim não justifica a generalização do Saulo.
O "Sauloxicão" não precisa ficar preocupado, a realidade está aí e qualquer ser racional tem o conhecimento de que muitos religiosos sabem o que é respeito, portanto, Saulo faz uma generalização descabida, falaciosa.

Pois bem, não bastasse a pérola apontada acima, tem outra:


Eu vou falar uma coisa que deve ser difícil para certo tipo de gente entender, mas a coisa é séria:
Não interessa em que os religiosos de cada religião acreditam, isso não nos dá o direito de dizer que são mentalmente doentes, ou que não são mentalmente saudáveis (se é que há diferença entre as assertivas).
Outra coisa interessa lembrar: o diploma que Saulo conseguirá ao final do curso superior que faz não dá aval para diagnosticar se alguém está ou não mentalmente saudável.
De fato, nem outros ateus mais gabaritados para tal diagnóstico possuem a indecência de falar isso dos religiosos (generalizando).
E aproveitando a questão do respeito (primeiro print), o Saulo sabe muito bem o que é respeito, não é?

A melhor razão que sempre encontrei para explicar o fato de os religiosos não meterem um processo em gente que os discrimina e age preconceituosamente contra eles (assim como o Saulo Gonçalves fez) é a questão financeira. Mesmo o processo judicial sendo moroso, só o fato desse tipo de gente saber que não é possível falar merda sem que sofra as devidas e legais conseqüências já é um bom caminho.

Vi aqui e aqui.
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Este post é um anexo de uma resposta ao Saulo.
Outro post será publicado posteriormente.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O deus que o ateu queria ter...

... é um deus pra vagabundos.

Fico pensando o quanto de estudo e reflexão é necessário para um ateu crer num deus assim.
Faz sentido que seja impossível crer.
Já o espantalho criado pelo ateu, a gente releva. (ironia)

(link)
Sem fé: No fundo, nem eles acreditam: "por Sauloxicão Q ue o papa anda sempre em um carro blindado e cercado de seguranças, não é novidade pra ninguém. Mas na prática isto não é ..."

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Alienação marxista

Não há palavras melhores para designar asceses marxistas: alienação, delírio, esquizofrenia...



Uma pessoa que enxerga as coisas dessa forma não consegue viver pregando suas lorotas em outro lugar que não seja nas loucademias brasileiras ou algum blog fundo de quintal.

O mais incrível – e aí está uma das razões de meu agnosticismo – é que as provas ou fundamentações de tais loucuras marxistas são tão (ou mais) frágeis que um bocado de coisas de certas religiões. E mesmo existindo motivos sérios para desconsiderar tal visão mística, os religiosos marxistas insistem em sua peculiar visão como chave para a salvação para a humanidade.
Falar bonito, quem sabe, talvez seja a única benesse de ser assim marxista, sistema falido desde muito antes da queda do muro de Berlim.
Tudo bem que o marxismo deu lá suas contribuições – e está enganado o ateu que pensa que estou falando das chacinas e genocídios de opositores e religiosos, mas seu tempo já passou.

A lukretia acabou por mostrar às pessoas o motivo dos marxistas perseguirem e matarem a torto e a direito os religiosos: essa maldita ordem capitalismo-explorador-desumano de família heterossexual e monogâmica só subsiste por causa da religião.
Como essa ordem é má, podre, prejudicial, retrógrada, etc, estamos autorizados (senão obrigados) a usar de todos os meios necessários para acabar com esse maldito escudo que protege tal ordem: a religião!
E ANÁTEMA SEJAM TODOS EM CONTRÁRIO!!

O discurso de marxistas assim, apesar de louco, é uma dádiva se comparado com o potencial de loucuras no agir, que sirvam de testemunhas os fatos históricos.

Vi aqui.
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Pérola também é o querer encerrar tudo em linguagem.
Aliás, apenas para coisas dos ‘crentes’, pois qualquer outra lorota marxista não pode ser apenas linguagem, possui um indubitável estatuto ontológico, puromundo, própriomundo.
E ANÁTEMA SEJAM TODOS EM CONTRÁRIO!!

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ps: infelizmente(?) lukretia foi mais rápida e deletou o blog dela antes da conclusão deste post. No entanto, sempre que alguém quiser ler suas "sábias" palavras basta ir ao (por muitas vezes) puteiro de comentários no blog do Paulo.