domingo, 17 de abril de 2011

Voou

Vejam só o que a sábia vovó do ateísmo brasileiro (Åsa Heuser) escreveu:


A visão que Åsa apresenta é de fato assustadora. Se ela ou conhecidos dela tiveram que deixar de crer em deuses, fenômenos sobrenaturais, alma e vida pós-morte para dar atenção e bom trato às pessoas que amam, acaba por mostrar um grave defeito na formação dada pelos seus responsáveis e o mau caráter de tais pessoas que necessitaram do ateísmo para passar a "dar atenção aos amados".

Atualização dia 01/05/2011

Para melhor entendimento, ler meu comentário do dia 30/04/2011 12:09 em resposta ao Leandro Correia.


Mas como essa não é a normalidade, tenho que dizer:
O dia que eu deixar de ver religiosos tratando bem “as pessoas que amam” “enquanto estão aqui conosco”, juro que fecho este blog (não sem antes fazer um post de desagravo/desculpa aos ateus ordinários), tiro todo o dinheiro da minha conta-poupança e ofereço tudo à minha eterna fonte de pérolas® (ou outro grupinho com semelhantes ideias geniais).
Estou falando sério.

11 comentários:

Franz Schäfer disse...

Caro Yuri,

Obrigado pelo comentário no meu blog. Deixei uma resposta lá. Espero que contribua para uma discussão cordial, como vem sendo.

Abraços.

http://franzschafer.blogspot.com/2011/01/p-margin-bottom-0.html

Yuri S. C. disse...

passo por lá assim q voltar da viagem...

Uma atéia de bom humor disse...

É, não saber interpretar textos dá nisso...

Leandro Correia disse...

Dizer "SÓ nos resta prestar atenção nelas agora" não significa que antes não prestávamos. Eu sempre valorizei amizade, família e minha vida, mas o fato é que após eu ter me desprogramado da religião, passei a valorizar muito mais.

Francisco Jamess disse...

Pra mim você só distorceu o que ela disse para poder escrever um post de preconceito anti-ateísta.

Yuri S. C. disse...

Åsa,
Seu comentário (como parece ser usual) sempre acrescenta muito. (ironia)
Grato pela manifestação de sua capacidade crítica e ilustre visita.


Francisco Jammes,
Em minhas leituras dominicais, habitualmente leio um jornal de cada um dos meus ‘estados-casa’ MG, SP e RJ para saber das novidades.
Pois bem, no jornal “estado de minas” (caderno feminino & masculino 24/04/2011) vi um texto de autoria não identificada intitulado de “paranormalidade vista pela ciência”. Como tal jornal já não é grande coisa e o caderno em questão costuma ter apenas receitas como coisa aproveitável, não li o texto. Mesmo assim não deixei de ler a frase que havia sido destacada no artigo. O comentário feito por você lembra a frase: “inúmeros experimentos documentaram a possibilidade da existência da telepatia, clarividência, premonição, psicocinese e experiência extracorpórea.”

Seu comentário deixa claro que você quer possuir (ou de fato possui) algum desses poderes. Se possui, eles falharam.
Está nos meus planos criar uma categoria no blog chamada de “evidências de vidência” (ou evidências de onisciência... ainda não decidi) e provavelmente seu comentário figurará por lá.
Ironias à parte, não estou nada interessado em sua opinião pessoal acerca do que acha que pode afirmar sobre minha pessoa e/ou intenções. (em outras palavras: evite ad hominem, guarde determinado tipo de opinião para as rodas de conversas informais e diga aqui apenas o que pode provar)
Se quiser apresentar a distorção feita por mim no texto em vez de apresentar suas distorções, ficarei grato.

Leandro Correia,
Agradeço sua postura de ser lúcido e racional.
Parece de fato que há um deslize meu.
Amanhã olho direito e posto a respota.
Att
Yuri

Yuri S. C. disse...

Leandro Correia, vamos por partes,

A primeira é um esclarecimento
Como é extremamente comum pessoas não saberem expressar da forma correta, e, além disso, muitos textos são meros ‘protestos’ com pouca base racional e muito subjetivismo, eu de fato não posso dizer, por qualquer interpretação que eu tente, que a autora ou os exemplares dela não amavam os próximos antes de deixarem de crer, ou mesmo dar garantias da intenção da autora em relação ao texto.
É por isso que há um “SE”. (“Se ela ou conhecidos dela tiveram...)
Também acho que o mais correto não seria (ao final da frase) “pessoas que necessitaram do ateísmo para passar a "dar atenção aos amados"” como escrevi, mas sim “pessoas que após a adoção de um ateísmo passaram a dar mais “atenção aos amados.””

Agora sim, às vacas magras.
Posso perfeitamente demonstrar os erros de expressão. Tais erros, sem sombra de dúvidas, empobrecem o discurso, e é devido a esses erros que fiz o print.

Quantas religiões ou coisas que usam os conceitos citados por Asa (crer em deuses, fenômenos sobrenaturais, etc) apostam em ter uma “segunda chance” com as pessoas que amam?
Eu estou no Brasil, Asa escreveu em português, tenho motivos suficientes para julgar que ela escreveu levando em consideração o contexto brasileiro. Então pergunto: que segunda chance é essa? É um texto direcionado a quem? Que religião?

Como assim “nós nos tornamos humanistas”?? Não é possível ser humanista crendo em divindades e coisas sobrenaturais?
Ora, se é um humanismo ateu diga que é um humanismo ateu. (ou ateu humanista, se preferir)

Curioso é que o print não dá a total dimensão (ou corroboração) do erro cometido pela atéia.
O texto todo é horroroso. Ou ela define que droga de religião é essa que ela está tratando, ou o texto é ruim, enganoso, capcioso, falacioso.
Ela não diz em momento algum que religião é esta, diz?

E o torto erro proferido por Asa que induziu a minha interpretação e que é contrária a sua interpretação, nem está no print. No parágrafo anterior ela escreve: “É como se parássemos de correr atrás da miragem lá longe no deserto (que quando se chega perto se percebe que não tem nada lá) e começássemos a prestar atenção naquilo que tem imediatamente ao nosso redor,”
Sim, a ilusão (miragem) acabou. E tendo ela acabado COMEÇAMOS a prestar atenção naquilo que está ao nosso redor, dentre essas coisas, as pessoas... Se começamos, é porque antes não havia nada.
Triste.

Yuri S. C. disse...

(continuação)
Agora eu pergunto: os ateus que estão constantemente prescrevendo interpretações bíblicas, comportamento sexual e normas estatais baseadas em suas cosmovisões aos outros querem também prescrever como eu devo interpretar um texto mal escrito?? Ou vão ficar apenas no “você não entendeu, interpretação 0” como fez a Asa e o Jammes??
Ora, façam melhor e escrevam direito! Curso de redação, passar a pensar criticamente... façam um upgrade.

E apenas para lembrar, seu testemunho pessoal é comovente, não sei se parabenizo ou dou os pêsames por se encaixar no exemplo (tal qual?? o) descrito por Asa. Porém experiências pessoais não contam como argumentos objetivos, de modos que ela aqui é argumentativamente desprezível, além do fato deste blog não ser um confessionário.

Qualquer dúvida ou apontamento esteja à vontade.
Att
Yuri

ps: Posso atentar também à crítica feita por Gregory Gaboardi no bule. (considero o Gregory mais lúcido ateu que comenta por lá).
(não vi [ou não tenho] o caractere especial para a letra “a”, portanto usei o “a” padrão para escrever Asa)

Maiko disse...

Eu como ateu posso afirmar que você não sabe ser crente para não entender a simples frase "nosso foco acaba mudando radicalmente". Ou talvez não seja um crente (religioso) ao pé da letra e só um deísta.

Eu li e reli este texto e não consegui achar o que faz dele assustador.

Talvez você com sua iluminção possa explicar mais detalhadamente como que você se assustou com a frase citada acima. Quem é crente tem foco na vida eterna, deus acima de todas as coisas, quem deixa de ser muda seu foco principal, radicalmente, não importando para qual. Agora como que você inferiu que a mesma deveria negar amor a seus próximos é um mistério completo para mim.

Yuri S. C. disse...

Você como ateu compartilha de uma magnífica preguiça de muitos de seus irmãozinhos.
Não me acuse de religioso, deista, ou o diabo a quatro. Eu recomendo que leia “sobre o blog” antes de comentar exatamente para pessoas evitarem foras ridículos como o seu. Se quer saber o que eu sou, deixe de preguiça e leia.
Agora com os comentários em pop-up, a cegueira de alguns deve diminuir.

Leia o comentário que fiz para o Leandro, as dúvidas expostas em seu comentário provavelmente serão sanadas. Se ainda tiver dúvidas comente novamente e seja objetivo ao apontá-las.

E repare que em momento algum, seja no post ou nos comentários, disse que não havia mudança de foco.

Gabriel disse...

Primeiramente parabéns pela postagem!

Enfim, este é uma das grandes mentiras do (neo)ateísmo. Dizer que nos tornamos melhores sem a religião ou a crença em Deus é errado, a religião não define o seu caráter: A sua educação o faz.

Abraços e continue com o bom trabalho!