segunda-feira, 26 de julho de 2010

Coerência dos poucos

Bom, como já escrevi anteriormente, não tenho grande interesse por marcar como pérola comentários; estou interessado nos "artigos".

Mas eu fui comentar respondendo o comentário de um divino, e como já havia comentado antes (com o erro de colocar meu site junto de meu nome), então me bloquearam.

Pois aqui estão minhas observações sobre o comentário do divino ateu travestido de cético (isso já virou moda).
Contextualização:
Uma pessoa comentou em resposta a um divino ateu notório (sic) em meios 'internéticos': "Outra é que se temos direitos humanos hoje, isso se deve ao cristianismo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_humanos#Hist.C3.B3ria
Basta uma simples pesquisa. Agora, é necessário fazer os Estados ateus como Cuba, China e Coréia do Norte respeitá-los. abs."

Um divino levando uma lavada da Wikipédia já é uma comédia; que poderia ter sido evitada se ele estudasse tanto quanto deveria para tratar das questões que quer tratar, mas a questão nem é essa, mas sim a resposta que esse comentário teve de outro divino:
Vejamos a sequência do pensamento do divino:
1 - "os direitos humanos não se devem ao cristianismo" [no parágrafo 1]
2 - os direitos humanos devem ao cristianismo (mas espera, é só a teoria) [no parágrafo 2]
3 - o ponto de vista histórico exclui a teoria. WTF? (está explicada parte da mediocridade e 'bitolação' desses ateus) [ainda no parágrafo 2]

"Os direitos se devem àqueles que lutaram e conquistaram, àqueles que investiram contra o poder constituído e arrancaram os direitos na marra"
Mas hein???
Arrancaram os direitos na marra? Mas que direitos?
Aqueles que estavam teorizados?
Então quem teorizou não tem nenhuma culpa no cartório, só aqueles que lutaram?

O quarto parágrafo é só mais uma imbecilidade (já formal) no meio desses divinos: fugir ao assunto.
O comentário inicial dos direitos humanos não diz respeito à conquista, mas especificamente à contribuição cristã aos direitos humanos como conhecemos hoje. (o divino reconheceu isso no primeiro parágrafo; mas qual o motivo de fugir do assunto?)
E ainda que fosse para julgar apenas as conquistas, com revoluções ou sem, duvido que esse incapaz seria capaz (!) de tirar qualquer influência de homens religiosos de tais conquistas, (aqui o desafio valendo apenas como influência positiva, tal forma estou certo que não há muita coisa, ao menos documentada).
E seria capaz ainda de separar a conquista factual com a teórica?
Prove (para invalidar o valor da colaboração religiosa) que seria possível uma prática sem a teoria.
Fica o desafio.
Realmente gostaria de saber o motivo pelo qual alguém luta por algo que desconhece.

Ps: será que eles estão tão certos de suas verdades que teriam coragem de mudar a Wiki e escrever "a verdade"?
Pps: espero que não. A humanidade agradece.

8 comentários:

P.J. Oliveira disse...

Muito bom o blog.

Fico feliz em saber que a quantidade de blogs que tentam DESMASCARAR os neos-ateus aumentam.

Ps: valeu pela visita ao meu blog.

Abraços,

Pj

Yuri disse...

Olá Paulo,

Com esse tipo de ateu, não há o que tentar, apenas fazer. rsrs

Eu que agradeço a visita.

Abs.

paulojuniodeoliveira disse...

Ando aceitando, e aprendendo, que há tipos de ateus, que não mudam nunca.

Abs.

Yuri disse...

Existem teorias interessantes sobre os comportamentos desses delinquentes, mas como eu costumo dizer: nada me agrada mais do que o fato de serem a minoria.

Paulo Júnio de Oliveira disse...

Caro Yuri, coloquei um novo post em meu blog, sobre Método científico, Metafísica, ateus, e anti-ateus.

Dê uma olhada: http://paulojuniodeoliveira.wordpress.com/2010/07/29/metodo-cientifico-metafisica/#more-699

Paulo Júnio de Oliveira disse...

Caro Yuri,

eu gostei da sua forma de comentar as 'pérolas'; geralmente via imagem.

Eu gostaria de saber, se você autoriza eu também usar o mesmo método, assim: coloca a imagem do post-pérola, e COMENTO.

Abraços,

Pj

Yuri disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Júnio de Oliveira disse...

Torço para que não seja meu caso; e, seguirei as dicas antes de adotar esse método, e talvez, eu vá usar esse método as vezes.